FIGURAS DE LINGUAGEM- 2º TRIMESTRE
Profª: Adriana
Aluno(a):.............................................................................. .1 Ano.........
Antítese é uma figura de linguagem (figuras de estilo) que consiste na exposição de idéias opostas. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Esse recurso foi especialmente utilizado pelos autores do período Barroco. O contraste que se estabelece serve, essencialmente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que não se conseguiria com a exposição isolada dos mesmos. É uma figura relacionada e muitas vezes confundida com o paradoxo. Várias antíteses podem ser feitas através de Amor e Ódio, Sol e Chuva, Paraíso e Inferno, Deus e Diabo.
A antítese é a figura mais utilizada no Barroco, estilo de época conhecido como arte do conflito, em que também há presença de paradoxos, por apresentar oposições nas idéias expressas.
Exemplos
Nasce o Sol e não dura mais que um dia; Depois da Luz se segue à noite escura; Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas e alegria.
Sendo antítese, as palavras “luz e noite escura” e “tristezas e alegrias”.
Antonomásia é uma figura de linguagem caracterizada pela substituição de um nome por uma expressão que lembre uma qualidade, característica ou facto que de alguma forma o identifique.
É uma variante da metonímia, ou seja a substituição de um nome por outro que com ele tenha afinidades semânticas. Esta substituição resulta comumente do património pessoal ou da profissão do indivíduo em causa, que devem ser conhecidos, ou pelo menos facilmente deduzíveis, pelo receptor de modo a que a substituição seja compreendida e provoque o efeito desejado. Bastante utilizadas em literatura, a maioria das antonomásias são espontâneas, sendo geradas através de associações baseadas na actualidade. A sua utilização poderá ter três motivos; embelezar o texto, reforçar definições, ou evitar a repetição. As mais vulgarizadas ou conhecidas tornam-se quase míticas ao definirem uma característica ou atributo num indivíduo. a comparação a Bondade na Madre Teresa ou a Abnegação em São Francisco de Assis são disso bons exemplos.
Outros Exemplos:
• O filho de Deus (Jesus Cristo)
• O rei da guitarra (Jimi hendrix)
• O rei das poesias (Jim Morrison)
Catacrese é a figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver palavra apropriada - ou a palavra apropriada não ser de uso comum; são como gírias do dia-a-dia, expressões usadas para facilitar a comunicação. Estabelecem comparação às situações em que são atribuídas, qualidades de seres vivos, a seres inanimados. Exemplos comuns são: "os pés da mesa", "marmelada de laranja", "vinagre de maçã", "embarcar no avião", "cabeça do alfinete", "braço de rio", "dente de alho" etc. Consiste assim em uma metáfora de uso comum, deixando de ser considerada como tal.Consiste também em dar à palavra uma significação que ela não tem, por falta de termo próprio.
Catacrese:é o emprego de palavras fora do seu significado real; entanto, devido ao uso contínuo, não mais percebe que estão sendo empregadas no sentido figurado:
O pé de mesa estava quebrado.
Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.
Quando embarquei no avião, fui dominado pelo o medo.
A cabeça do prego está torta.
Comparação: É a aproximação de dois termos entre os quais existe alguma relação de semelhança. A comparação, porém, é feita por meio de um conectivo e busca realçar determinada qualidade do meio termo.(como,tal.qual,assim,quanto etc.) exemplo: "O mar canta como um canário". outro exemplo com : A cidade, adormecida, parecia um cemitério sem fim.
O disfemismo (ou cacofemismo) é uma figura de estilo (figura de linguagem) que consiste em empregar deliberadamente termos ou expressões depreciativas, sarcásticas ou chulas para fazer referência a um determinado tema, coisa ou pessoa, opondo-se assim, ao eufemismo. Expressões disfêmicas são freqüentemente usadas para criar situações de humor.
Um exemplo de disfemismo é:
* Morrer: "comer capim pela raiz", "vestir o paletó de madeira", "ir para a terra dos pés-juntos", "bater as botas" etc.
• Urinar: "tirar água do joelho", "mudar a água às azeitonas", etc.
Eufemismo é uma figura de estilo que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão. Consiste na visualização de uma expressão.
É necessário ressaltar que em uma série de materiais didáticos há exemplos inadequados de eufemismo, principalmente no que se refere à morte: "Ir para a terra dos pés juntos", "Comer capim pela raiz" e "Vestir o paletó de madeira" são comuns nesses livros.
Expressões populares têm um caráter cômico, o que pode atender em parte a intenção do eufemismo. Entretanto, seu uso em situações de grande impacto como a morte beira o grotesco e a função dessa figura de linguagem se perde. Um exemplo mais adequado é dizer que o indivíduo "partiu", ou que "deixou esse mundo".
Exemplos:
• Você faltou com a verdade. (Em lugar de mentiu)
• Ele entregou a alma a Deus. (Em lugar de: Ele morreu)
• Nos fizeram varrer calçadas, limpar o que faz todo cão... (Em lugar de fezes)
Gradação é uma figura de estilo, relacionada com a enumeração, onde são expostas determinadas idéias de forma crescente (em direção a um clímax) ou decrescente (anticlímax).
Exemplos:
* Tudo começou no meu quarto, onde concebi as idéias que me levariam a dominar o bairro, a cidade, o país, o mundo... E a desejar o próprio Universo...
* Meu caro, para mim, você é um simples roedor. Que digo? Um verme... Menos que isso! Uma bactéria! Um vírus!...
* "O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário." ( Olavo Bilac)
Mas muitas vezes a gradação pode acontecer desta forma : no começo do texto se põe uma coisa e no final termina a frequência.
"Um coração chegando de desejos
Latejando,batendo,restrugindo..." (Vicente de Carvalho)
(progressão ascendente)
"Ó não guardes, que a madura idade
te converta essa flor, essa beleza,
em terra, em cinzas, em pó, em sombra, em nada." (Gregório de Matos)
Hipérbato (do grego hyperbaton, que ultrapassa) também conhecido como inversão, é uma figura de linguagem que consiste na troca da ordem direta dos termos da oração (sujeito, verbo, complementos, adjuntos) ou de nomes e seus determinantes.
Exemplos:
1. "Aquela triste e leda madrugada" (Luís Vaz de Camões)
2. “Não a Ti, Cristo, odeio ou te não quero.” (Fernando Pessoa)
3. "Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, lindos campos têm mais flores" (Osório Duque Estrada, em Hino Nacional Brasileiro.
Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem que ocorre quando há exagero
intencional numa idéia expressa, de modo a acentuar de forma dramática aquilo que se quer dizer, transmitindo uma imagem ampliada do real.
É frequente na linguagem corrente, como quando se diz: "Já te avisei mais de mil vezes, para não voltares a falar-me alto!".
Essa é a figura de linguagem, como dizia "Mário Quintana" preferida pelas mães, pois expressa exatamente a quantidade de aborrecimento causado pelos filhos.
Consiste no exagero. está errado considerar isso uma hipérbole: Ela é muito bonita! Isso realmente pode acontecer, então não é uma hipérbole.
Alguns exemplos de expressões que contém hipérboles, colhidos da literatura:
* "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" ( Olavo Bilac)[3]
• "Um quarteirão de perucas para Clodovil Pereira †(2009)". (José Cândido Carvalho)
A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar.
figura de estilo (ou tropo linguístico), em que há a substituição de um termo por outro, criando-se uma dualidade de significado.
"Amor é fogo que arde sem se ver" — Luís de Camões
O termo fogo mantém seu sentido próprio - desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de matérias inflamáveis, como, por exemplo, o carvão - e possui sentidos figurados - fervor, paixão, excitação, sofrimento etc.
Didaticamente, pode-se considerá-la como uma comparação que não usa conectivo (por exemplo, "como"), mas que apresenta de forma literal uma equivalência que é apenas figurada.
Meu coração é um balde despejado — Fernando Pessoa
Chama-se de metonímia ou transnominação uma figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles. Formas de usos:
* Efeito pela causa:
Sócrates tomou a morte. (O efeito é a morte, a causa é o veneno).
* Causa pelo efeito:
Por favor, não fume dentro de casa: sou alérgica a cigarro. (O cigarro é a causa: a fumaça, o efeito. Podemos ser alérgicos a fumaça, mas não ao cigarro).
* Marca pelo produto:
O meu irmãozinho adora danone.(Danone é a marca de um iogurte; o menino gosta de iogurte)
* Autor pela obra:
Lemos Machado de Assis por interesse. (Ninguém, na verdade, lê o autor, mas as obras dele em geral.)
* Continente pelo conteúdo:
Bebeu o cálice da salvação. (Ninguém engole um cálice, mas sim a bebida que está nele.)
* Possuidor pelo possuído:
Ir ao barbeiro. (O barbeiro trabalha na barbearia, aonde se vai - de fato, ninguém vai a uma pessoa, mas ao local onde ela está).
* Matéria pelo objeto:
Quem por ferro fere... (ferro substitui, aqui, espada,por exemplo)
* O lugar pela coisa:
Uma garrafa de Porto. (Porto é o nome da cidade conotada com a bebida - mas não é a cidade que fica na garrafa, mas sim a bebida).
* O instrumento pela causa ativa:
Sou bom de garfo. (em substituição de "alguém que come bastante").
* A coisa pela sua representação = (sinal pela coisa significada):
És a minha âncora. (em substituição de "segurança").
* Parte pelo todo:
A mão empurrou o carrinho do bebê. (na verdade quem empurra o carrinho é a pessoa e não só a mão).
* Instituição pelo que representa:
A igreja publicou seu novo livro (quem publica é um editora ou alquem)
* Causa primaria pela secundaria:
O engenheiro construiu mal o edificio (o engenheiro não constroi só planeja)
* O inventor pelo invento:
Ele comprou um Ford (obseve que estamos falando do criador não da marca)
* O concreto pelo abstrato(e vice-versa):
A velhice deve ser respeitada(não é a velhice e sim os velhos)
* Gênero pela espécie:
Os mortais são capazes de tudo
* O singular pelo plural(vice-versa):
O brasileiro é um apaixonado pelo futebol(não é só um brasileiro e sim todos eles)
* Determinado pelo inderteminado:
* A materia pelo objeto:
Tinem os cristais (não estamos nos refirindos aos cristais e sim aos copos)
* A forma pela materia:
Ele cuida com carinho da redonda
* Individuo pelas classes:
Odiava ser o judas da sala.
Onomatopeia é uma figura de linguagem na qual se imita um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopeias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopeias, em geral, são de entendimento universal. Geralmente, as onomatopeias são usadas em histórias em quadrinhos.
Exemplos
* Aaai! – grito
* Ah! – grito
* Ah! Ah! Ah! – riso
* Au Au - latido
* Bang! – tiro
* Buáá! – choro
* Clap! clap! – palmas
* Grrr! – grunhido
*Meow! miau! – miado
Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade".
A personificação ou prosopeia (prosopéia ou prosopopéia, no Brasil) é uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.
Dizer "está um dia triste" implica a atribuição de um sentimento a uma entidade que, de fato, nunca poderá estar triste mas cujas características (céu nublado, frio, etc) poderão conotar tristeza para o ser humano.
Nas fábulas, a personificação toma um sentido simbólico, onde a atribuição de determinadas características humanas a seres irracionais segue determinadas regras determinadas pelo contexto sócio-cultural do autor: os leões passam a ser corajosos (ou fanfarrões, como na fábula do leão e do rato, de La Fontaine); as raposas tornam-se astutas (ou desdenhosas); as características dos materiais passam a conotar o caráter humano ou o seu estatuto em termos de poder (forte ou frágil, como na fábula da panela de ferro e da panela de barro).Exemplos de personificação:
"O Gato disse ao Pássaro que tinha uma asa partida."
"O Vento suspirou e o Sol também."
"A Cadeira começou a gritar com a Mesa."
Sinestesia (do grego συναισθησία, συν- (syn-) "união" ou "junção" e -αισθησία (-esthesia) "sensação") é a relação de planos sensoriais diferentes: Por exemplo, o gosto com o cheiro, ou a visão com o olfato. O termo é usado para descrever uma figura de linguagem e uma série de fenômenos provocados por uma condição neurológica.
Sinestesia é uma figura de estilo ou semântica que relaciona planos sensoriais diferentes. Tal como a metáfora ou a comparação por símile, são relacionadas entidades de universos distintos.Exemplos de sinestesias:
* Indefiníveis músicas (audição), supremas harmonias de cor (visão) e de perfume (olfato).
* Horas do ocaso, trêmulas, extremas, requiem do Sol que a dor da luz resume.
* "Os carinhos (tato) de Godofredo não tinham mais o gosto (paladar) dos primeiros tempos." (Autran Dourado)
* "O brilho macio do cetim." (visão + tato)
* "O doce afago materno." (paladar + tato)
* "Verde azedo." (visão + paladar)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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